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A Importância De Um Pai: 3 Princípios Que Comecei A Usar Imediatamente Para Ser Um Melhor Pai

A Importância De Um Pai: 3 Princípios Que Comecei A Usar Imediatamente Para Ser Um Melhor Pai
Emanuel Bessa - Adoção filhos dia dos pais

Como saber o papel de um pai nos dias de hoje? O que os especialistas nos contam sobre as descobertas da importância do pai no desenvolvimento dos filhos?

 

Pode ser que a mãe leia esse artigo e encaminhe para o pai, mas se você é o pai, meus parabéns por estar aqui lendo este conteúdo, pois ler sobre esse assunto deveria ser um hábito constante nosso. Entender o seu papel na relação com seu filho ou sua filha, influencia e muito no desenvolvimento deles.

Confesso que o meu papel como pai não estava ainda muito claro para mim! Como sou pai por adoção passei por uma preparação mais ampla e mergulhei em diversos temas através de livros, palestras e encontros. Mas com o fim do meu casamento, eu pude perceber que o meu papel como pai não estava tão bem definido ainda.

Mas você não precisa viver uma separação para compreender a importância que a figura masculina (veja bem, não me refiro ao gênero, pois em uma relação homoafetiva esses papéis também coexistem) exerce no desenvolvimento do seu filho.

 

Você gostaria de proporcionar um desenvolvimento emocional positivo e seguro aos seus filhos, que os auxilie a lidar bem com as diversas situações da vida?

 

Prossiga a leitura desse artigo que você entenderá como passei a implementar os 3 princípios de forma imediata e perceberá que muitas coisas possivelmente você já faz, já outras precisa ter mais atenção.

Eu, como coach e mentor, tenho o hábito de ouvir e aplicar ferramentas que auxiliam as pessoas a chegarem onde desejam. Se ainda não sabem onde querem chegar, trabalhamos para essa descoberta.

O meu processo de conhecimento baseia-se em artigos, em ouvir profissionais da área da psicologia e através da prática do self coaching, que é dedicado ao autodesenvolvimento.

A partir das informações  que vou compartilhar, você terá um olhar mais prático e direto sobre o dia a dia com seus filhos. Não exigirá nenhuma grande formação, mas uma atenção especial aos 3 princípios que nortearam e norteiam a minha relação com a paternidade.

Para quem já viveu um processo de separação sabe o quanto é difícil, principalmente, quando envolve filhos. No meu caso, há um agravante, pois meus filhos tiveram um passado de sofrimento pelo distanciamento dos seus pais biológicos.

O motivo da minha busca para ser um melhor pai tem muito a ver com a minha história.

Há 19 anos sofri um grave acidente de carro. Durante os primeiros meses fiquei sem movimentos do pescoço para baixo. Aos poucos fui recuperando parte dos movimentos, mas hoje ainda dependo do uso de muletas para andar, cadeira de rodas e alguém para me acompanhar.

Fui casado por 15 anos e há cinco anos resolvemos adotar um filho. O processo de adoção não é o foco desse artigo, mas para ilustrar numa linha de tempo para uma melhor compreensão.

Resolvemos adotar um filho. Mas como a vida é cheia de surpresas, nosso filhos são, na verdade, dois irmãos. O mais velho chegou há 5 anos quando tinha 6 anos de idade e seu irmão chegou 9 meses depois, com quase 2 anos de idade.

 

Hoje com 11 e 5 anos de idade

 

 

Sendo uma pessoa com deficiência, eu tinha uma preocupação com a paternidade, porém o desejo da minha ex-esposa e o afeto que sempre carreguei comigo nos motivaram para uma adoção pouco comum no Brasil: irmãos, sendo um deles com mais de 6 anos e negro.

A decisão de me tornar pai não foi tão simples, pois eu me preocupava em como ser um bom pai, mesmo com a minha limitação física. De certa forma, essa preocupação aumentou. Após a separação eu percebi que não teria mais a parceria da mãe deles para uma vida compartilhada.

Foi quando eu me vi sozinho como homem e como pai. Tive que descobrir qual caminho tomar para meu equilíbrio e crescimento pessoal, porque eu gostaria de tomar atitudes certas para me tornar um pai melhor em um momento tão difícil.

Diversos autores da psicologia afirmam que a ausência da figura masculina pode produzir conflitos no desenvolvimento psicológico e cognitivo da criança e acarretar distúrbios de comportamento.

Um artigo da American Psychological Association diz que as memórias de infância do pai tem impacto duradouro sobre a capacidade dos adultos em lidar com o estresse.

É a partir da interação com o pai, que a criança começa a descobrir a relação com o mundo e desenvolve mais segurança para explorá-lo. Eu poderia esperar meses ou anos para começar a ser um pai melhor, mas isso tinha que acontecer imediatamente.

Resolvi usar 3 princípios e aplicar imediatamente de forma clara em todas as minhas atitudes em relação aos meus filhos. Vou compartilhar com você agora estes 3 princípios:

 

OS 3 PRINCÍPIOS PARA SER UM PAI MELHOR:

 

 

 

PRINCÍPIO 1: TRANSMITIR VALORES

 

A figura do pai, em nossa recente história, apresentava-se menos comprometida na relação com os filhos. Era o provedor e, muitas vezes, exercia um modelo de educação autoritária. O trabalho fora de casa era intenso e quando chegava nem sempre transmitia afeto e estava carregado de conceitos machistas. A ideia de “ajudar” em casa era tida como um avanço. Hoje sabemos que a participação igualitária é o que almejamos alcançar.

Este primeiro princípio não é específico do pai, mas para ambos. Seja você pai ou mãe, alguns valores precisam ser transmitidos. Percebi, então, que mesmo não tendo a convivência diária, algumas posturas tinham que estar presentes em minha relação com meus filhos:

 

  1. Uso e costumes da nossa comunidade: hábitos de higiene, postura à mesa, etc.
  2. Respeito ao direito do outro, para ter ser seu próprio direito respeitado.

 

Quando estamos a sós, dividimos as tarefas de casa. Colocamos e retiramos a mesa após as refeições. Entramos em um acordo para que antes de qualquer divertimento é preciso escovar os dentes e arrumar algo que esteja bagunçado. Tudo isso é conduzido de forma afetuosa, o que não significa negar o papel de autoridade.

O meu exemplo é uma referência para eles. Por isso, é importante eu perceber a forma  como reajo em situações de estresse. O exemplo positivo também serve como modelo quando respeito o sinal de trânsito e quando estaciono meu carro em vaga exclusiva para pessoas com deficiência somente se eu estiver com meu cartão de uso obrigatório.

Não devemos negligenciar. Eles nos observam sempre e precisamos educar com nosso exemplo.

 

PRINCÍPIO 2: AMOR INCONDICIONAL

 

No livro que Aristóteles dedicou ao seu filho, Base da Racional: Ética a Nicômaco, ele queria dizer o que é o bom comportamento. Diz que atitude ética é adquirida pelo hábito, portanto as crianças não sabem o que é certo e errado, não medem as consequências dos seus atos, por isso precisam ser ensinadas.

Amor como instrumento educacional. O amor pode ser usado para impor limites e transmitir valores. Mimar pode tornar uma criança incapaz e insuportável. O papel de educar exige estabelecer limites e podemos ensinar um melhor comportamento para a criança com insistência ou, em alguns casos, com muita insistência.

Um depoimento que me inspirou foi o do jornalista e escritor Walcyr Carrasco sobre seu pai, no livro Grandes Amigos: Pais e Filhos:

 

“Meu pai era um homem simples, mas teve grandeza. E o mais importante, ele torcia por mim. Para mim, esse é o significado maior de um pai. Alguém capaz de torcer, sempre, sem nenhuma condição, nenhuma imposição. Porque a única condição entre pai e filho deve ser sempre o amor”.

 

Exercer autoridade não significa ser um pai autoritário. Exercer a autoridade, mas com muito afeto seria o estilo de educação ideal. Eu escrevi um e-book: Descubra os 4 Estilos Parentais e Diga Não aos Erros que 87% dos Pais Cometem após à Adoção  que você pode baixar grátis clicando aqui.

Quando estou com eles, o afeto precisa estar presente nos momentos em que imponho a minha autoridade. O mesmo deve acontecer quando nos beijamos, nos abraçamos ao acordar, quando assistimos filmes ou quando percebo a necessidade deles falarem. Eu sempre procuro ouvir atentamente, sem críticas, pois eles precisam saber que podem contar comigo, em qualquer momento.

 

PRINCÍPIO 3: AUTODESENVOLVIMENTO

 

Esse é um item que, mesmo parecendo algo necessário e importante para a vida toda, ao atentarmos para isso hoje, podemos aprimorar atitudes que contribuem para o desenvolvimento do seu filho.

Tenho consciência de que ainda preciso melhorar, percebo que muito tenho a fazer, mas sei também que agora eu tenho a direção para os próximos passos. Eu e eles podemos construir uma boa relação durante o meu processo de autodesenvolvimento. Com certeza será um processo importante e cheio de benefícios para o desenvolvimento deles também.

Quando nós, os pais, não sabemos como ser importantes na vida dos nossos filhos, muitas vezes, praticamos o que nos foi transmitido na nossa educação, nem sempre os melhores modelos. Outro risco é, sem perceber, mergulhar fundo nos nossos interesses pessoais ou profissionais, nos tornando ausentes, o que poderá trazer sérios prejuízos aos nossos filhos.

Preciso acompanhar eles na escola, saber das novidades e dificuldades. Preciso assisti-los na natação e no futebol. Preciso me aproximar da psicóloga e estar por dentro e participativo de tantas outras coisas que façam parte da vida deles.

Pode parecer difícil para mim e minhas dificuldades de locomoção ou para você tão ocupado com tanto trabalho. Mas o importante é saber que essa dedicação fará com que os nossos filhos fiquem mais fortalecidos para a vida individual e social, além de promover segurança, autoestima, independência e estabilidade emocional. É necessário que o pai não esteja apenas fisicamente presente, mas que contribua, acima de tudo, para a educação e a formação dos filhos e que não seja indiferente ao desenvolvimento deles.

É essencial participar na vida deles nos aspectos intelectual, emocional e espiritual. Começar imediatamente não significa implementar tudo agora, mas sim dar o primeiro passo nesse processo de estar presente em suas vidas.

 

CONCLUSÃO:

 

O fato de eu olhar para dentro de mim, me interessando em ser um melhor pai, me fez enxergar um longo caminho que tenho que percorrer. Percebo que eu muito tenho a melhorar, mas também enxergo os passos que já dei. Os resultados são bem visíveis em relação ao amor, afeto e respeito que tem sido construído.

Estes 3 princípios estão em constante processo de aplicação prática, aprendizado e incorporação de novas atitudes ainda não realizadas. Não é uma tarefa fácil, pois precisamos dedicar esforço físico e emocional.  Precisamos também lidar com mudanças e sair da zona de conforto.

Ser um pai melhor imediatamente é o ponto de partida. Esteja certo de que estes 3 princípios: Transmitir Valores, Amor Incondicional e Autodesenvolvimento proporcionam para mim e para você a oportunidade e o caminho livre para exercermos nossa autoridade. Transmitir a força e a segurança que nossos filhos precisam para que  saibam enfrentar melhor os desafios que a vida apresenta. O melhor disso tudo é que você se tornará um ser humano muito melhor também.

Pensando em ajudar os pais elaborei um ebook Grátis: Descubra os 4 Estilos Parentais e Diga Não aos Erros que 87% dos Pais Cometem após à Adoção. Com certeza, será muito útil para pais e mães. Clique aqui para baixar agora!

 

Emanuel Bessa – Coach&Mentor, pai por adoção, idealizador do 1º Congresso Online no Brasil sobre Adoção – CONADOTE.

www.umlarparatodos.com.br

Este post tem 6 comentários

  1. Excelente reflexão e norteamento. A bússola da vida não tem agulha magnética indicando o certo e o errado, a beleza é a atitude em que se aplica ensinamentos e intuições, com erros e acertos, alicerçados pelo amor !

  2. Parabéns, pela bela reflexão! Sempre tivemos mta admiração pela sua postura como pai. Bjs. Margarida e Ináh

    1. A admiração é recíproca! Tenho certeza que exercem muito bem esses papéis com sabedoria! Obrigado pelo comentário…

  3. Emanuel, muito obrigada por compartilhar conosco as suas reflexões. Achei bastante interessante essa abordagem do ponto de vista masculino a cerca da parentalidade, com certeza, ela tem muito a contribuir para a formação de homens interessados em exercer a verdadeira função de pais.

    1. Obrigado, Gisely! Espero poder contribuir cada vez mais através do exemplo…

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